sexta-feira, 20 de novembro de 2020

MANIFESTO DO PROJETO BRASIL NAÇÃO SOBRE O ASSASSINATO NO CARREFOUR EM PORTO ALEGRE.
Projeto Brasil Nação repudia assassinato de João Alberto. A cena do espancamento até à morte do cidadão brasileiro negro, João Alberto de Freitas causa indignação e revolta. É o sintoma trágico de uma sociedade doente que despreza o ser humano e valoriza a violência. Pior: é o sinal de como o racismo está entranhado em grande parte da nossa população. É necessária uma punição exemplar aos autores desse crime, aí incluídos os responsáveis diretos e indiretos pela administração do grande conglomerado comercial onde ocorreu o assassinato brutal. Chega de condescendência com o racismo! Não à violência contra a população pobre deste país! Não à barbárie contra nossos irmãos e irmãs negros e negras! Projeto Brasil Nação.
Por Celso Amorim, Luiz Carlos Bresser-Pereira, Luís Gonzaga Belluzzo, Paulo Nogueira Batista Júnior, Fernando Morais, Luciano Coutinho, Rodolfo Lucena, Eleonora de Lucena, entre outros

 

sexta-feira, 24 de abril de 2020

A QUEDA DE MORO E OS BRASILEIROS JOGADOS À MORTE...


ARTIGO> Emir Silva.  

Membro da Executiva Nacional da ANLU – A NOSSA LUTA UNIFICADA.
Campo de Reflexão, Análise e Articulação Política do Movimento Negro Unificado.

A queda de Moro e os brasileiros jogados à morte...

As denúncias do ex - Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, em sua saída do Governo Jair Bolsonaro evidenciam as intenções de controle do Estado e indícios de um Golpe Antidemocrático premeditado e oriundo de um núcleo familiar com aspirações nazifascistas que acenam continuar no poder com o apoio do exército brasileiro que dissimula suas intenções; porém mantêm-se fiéis à Clã Bolsonaro.
As manifestações que aconteceram no último final de semana em frente aos quartéis defenderam o fechamento do STF, Congresso Nacional e implementação do Ato Institucional nº 5.
 É notório o início de mobilizações populares articuladas por líderes do governo federal  para deflagrar o Estado de Exceção.  
Enquanto isto, corpos são depositados ao relento e  milhares de covas estão sendo abertas em lugares insalubres,  a população brasileira está sendo jogada às ruas em alta vulnerabilidade para Contaminação Aberta ao Coronavírus num  contexto de caos das instituições de saúde pública.
O racismo institucional que coloca a população negra como alvo desse genocídio infeccioso expõem a segregação racial vergonhosa que atinge pessoas negras e pobres sem condições de obter comida, água e sabão.
Na maioria dessas famílias as mulheres negras ocupam o papel central de garantia da sobrevivência de filhos e parentes.
Por outro lado, essa crise politica no Ministério da Justiça e Segurança Pública exige que saibamos a verdade sobre o assassinato de Marielle Franco, o caso deve ser solucionado para sabermos o real relacionamento do submundo do crime organizado  à Família Bolsonaro e sua relação com os comandos corruptos de policiais que boicotaram as investigações; ou casos de corrupção que envolveram o delegado federal Hélio Khistian. Lembremos que a Família de Marielle foi contra a federalização do processo e pediu que Sergio Moro ficasse fora das investigações.

Moro, Mandetta, Mourão...

Bem como os governadores Doria, Witzel, Caiado, Leite entre outros  são parte  desse desgoverno  populista de direita e responsáveis em propagar a falsária defesa da Família, Justiça, Moralidade Pública e Combate à Corrupção.  

“É necessário a abertura do processo de Impeachment de Jair Bolsonaro pelos seus crimes de advocacia e improbidade administrativa, falsidade ideológica e crimes que lesam a humanidade como a apologia ao  nazismo, racismo,  xenofobia e intolerância correlata.  Os crimes de responsabilidade devem ser apurados imediatamente pelos órgãos competentes; o movimento negro brasileiro deve exigir a saída de Jair Bolsonaro sem esperar o comando dos partidos tradicionais que se intimidaram em mobilizar a população brasileira para a derrocada desse governo nazifascista”.

O povo negro brasileiro está sob sua própria conta, nossa organização política autônoma é fundamental; o racismo nas instituições brasileiras é generalizado e fortalecido, a cada dia,   pelos princípios universais que prezam pela miscigenação e falsos conceitos de igualdade entre todos. A realidade é que nossa população embora maioria no país é alvo dos maiores índices de desemprego, falta de acesso à habitação digna, saúde e saneamento básico.
 Vivemos o  APARTHEID RACIAL !
Porém para conquistarmos a verdadeira democracia sem racismo devemos reagir e protestar com lucidez a partir da nossa realidade e consciência negra  ...

Sexta-Feira, 24 de Abril de 2020.





segunda-feira, 13 de abril de 2020

A Música de Moraes Moreira tocará para sempre...

   Moraes Moreira faleceu hoje, estou muito triste, conheci em Salvador onde morei na década de 1980, meu pai, baiano,  me apresentou esse ícone da música popular brasileira, toquei muitas de suas músicas quando vivia fazendo música na capital baiana onde nasceu meu filho, Uiliam Almeida,   e até hoje mora parte da minha família.

 Moraes  foi padrinho do Programa Nação que idealizei em 2011 na TVE-RS  com o árduo trabalho de grandes profissionais da equipe técnica, diretores e jornalistas como a saudosa  Vera Cardozo e a jovem Greisly Picolotto.

  O primeiro formato do programa começou a ser apresentado pelo músico e radialista Alan Barcellos na gestão de programação dirigida por Guilherme de Castro e, o segundo, pela jornalista Fernanda Carvalho na gestão da diretora Marlise Fernandes.

   Moraes participou do  programa de estreia  e colocou suas músicas à disposição.

 Me disse: - escolhe aí Emir.

Usei três canções que gravamos num espetáculo em Porto Alegre, no lançamento do seu livro sobre a História dos Novos Baianos. 

Quando expliquei sobre a proposta do Programa Nação,   Moraes disse que sua vida artística foi dedicada a mesma questão "contra qualquer tipo de discriminação racial e em defesa da cultura popular  afro-brasileira".

   Logo, completou: Vou ser padrinho desse programa, hein !

Então amigos, sugiro  que a TVE-RS faça a exibição desse programa que foi um marco do audiovisual afro-brasileiro produzido no Rio Grande do Sul e transmitido pela TV Brasil em rede nacional e retransmitido para vários países  durante três anos até o golpe Temer-Bolsonaro.

  A última vez que encontrei Moraes Moreira, foi há dois anos quando eu e Carmem estávamos tomando um café no aeroporto de Santos Dumont no Rio de Janeiro; agora o que me conforta é a grandeza de sua obra e pessoa e a certeza que suas músicas tocarão para sempre...

Meus pêsames aos familiares !

Emir 15-04-2020